imersão-bailux/aldeia velha

A procura do mar, que quando quebra na praia é bonito, é bonito; de Dorival Caymmi, parti pra Bahia, na verdade, para Arraial d´Ajuda, queria achar essa beleza, entre descanso e ideias, e também queria conhecer o bailux, mas o bailux tava de férias. Só o bailux, porque o Régis tava total frenético na articulação bailux-aldeiavelha, a ideia de unir os pontos, de trazer a galera que já entende de hardware pra aldeia, e trabalhar melhor o software livre com todos eles.

Durante os dias 24, 25 e 26 de janeiro Regis Bailux orientou um laboratório de sistematização dos arquivos audiovisuais, dentro da reserva indígena pataxó, no ponto de cultura Aldeia Velha. A convite dele fui pra lá também nos dias 24 e 25, colaborar com a edição de áudio.

Primeiro aconteceu à articulação de como arquivar todo o material da Aldeia Velha, depois entramos na manipulação da edição de áudio. Não conseguimos explorar todos os recursos do audacity, mas a introdução da ferramenta, o uso e alguns macetes da edição de áudio não linear foi super bem aceita pelos pataxós.

Paty Pataxó, Felipe, Fabiana, Leticia, Jhonatas e  Charles, ficaram empolgados com a possibilidade de manipular as gravações, e ainda criar novos arquivos de áudio a partir do audacity. (algumas fotos)

Enquanto conversávamos, eles já tinham ideias de como usar o programa para editar um vasto material que possuem no ponto de cultura, desde gravações com os professores da aldeia, até os cantos e orações das tradições culturais indígenas.

Deixei um microfone (bem simples), mas que segundo a Fabiana será útil em breve, os pataxós já estão querendo começar novas captações de áudio dentro da Aldeia, a princípio vão começar capturando o áudio dos cantos de abertura que fazem antes dos encontros.

A imersão na Aldeia Velha foi uma ótima experiência para abrir o ano de 2012.
Abordagem: artes do espaço-tempo, no fim o ‘tempo’ foi curto pra trabalhar, compartilhar ideias e conhecimento na edição de áudio.
Foi essencial conhecer um pouco mais de perto uma cultura tão importante.
Compartilhar conhecimento é isso, os pataxós contando histórias e estórias, e eu tentando aprender algumas palavras em patxohã. Depois o inverso, eu falando de mídias e eles anotando e logo articulando. Troca e escambo só de ideias/conhecimento, cultura e afetos.

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